domingo, junho 22, 2014

Deeply... on the surface...

Fotos de paisagem natural. / Natural landscape photos.

Vivemos na era da superficialidade.
Vive-se a correr... e corre-se para viver.
Não há tempo para nós... nem para nos conhecermos, a nós mesmos.
Não há tempo para os outros... nem, para o reconhecermos, por vezes.
Não há tempo para reflectir... mas para acumular informação.
E essa superficialidade do conhecimento, do mundo à nossa volta, que caracteriza os tempos actuais, leva-nos à superficialidade do pensamento... que nos conduzirá à superficialidade das acções...
E é assim, que... profundamente... vivemos à superfície... de nós mesmos... e dos outros...
Foto de Ana Freire.
"As águas correm mansamente onde o leito é mais profundo." (WILLIAM SHAKESPEARE, 1564 - 1616)
Vivemos na era da superficialidade. E essa superficialidade do conhecimento, do mundo à nossa volta, leva-nos à superficialidade do pensamento, que nos conduzirá à superficialidade das acções... / We live in the era of shallowness. and the shallowness of knowledge, from the world around us, takes us to the shallowness of thinking, that will lead us to the shallowness of actions...
Profundamente... à superfície... / Deeply... on the surface...
"Smooth runs the water where the brook is deep." (WILLIAM SHAKESPEARE, 1564 - 1616) 
We live in the era of shallowness.
We live running... and on the run to live.
There is no time for us... neither to get to know ourselves any better.
There is no time for others... not even for recognize it, sometimes.
There is no time to think, but to accumulate information.
And that shallowness of knowledge, from the world around us, which caracterizes our times, take us to the shallowness of thinking... that will lead us to the shallowness of actions.
And that is how we live... deeply... on the surface of ourselves... and others.
Photo by Ana Freire.


18 comentários:

  1. Uma autêntica tela de Monet! Parabéns!

    O texto está em total sintonia com a foto.

    Beijinhos.

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    1. Obrigada pela simpatia de sempre, Elisa!
      Mas o mérito foi mais da paisagem em si mesma, do que meu...
      Achei um desperdício publicar esta foto, tão exuberante à superfície, sem lhe acrescentar umas palavrinhas... e foi o que me ocorreu para tal efeito... sobre superficialidade...
      Beijinhos
      Ana

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  2. Valem-nos as flores que se mantêm à tona da água e são indiferentes à superficialidade.
    Alegram-nos o olhar, fazem-nos parar e contemplar o que a natureza nos oferece de mais belo.
    Ainda bem que nos ofereceste esta bela foto que nos faz pensar e reflectir nas palavras que nos deixas.

    Boa semana!
    Beijos Ana

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    1. Olá, Manu!
      Gostei do cenário da foto, e pensei em adicionar umas palavrinhas.
      Como a exuberância, à superfície do lago, era por demais evidente... que melhor tema, do que a superficialidade?
      E no fundo, isto toca-nos a todos, porque a vida puxa-nos em tantas direcções diferentes, que às vezes não haverá oportunidade de aprofundar determinadas situações ,oportunidades, ou relações, na nossa vida, conforme gostaríamos...
      E a opção sempre fica em aberto... aprofundar-mos as nossas escolhas, ou deixar-mo-nos ir na corrente da superficialidade... cada um fará o que melhor achar, para si mesmo...
      Obrigada pelas palavras, e pela visita, Manu!
      Uma boa semana, beijos!
      Ana

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  3. Se olharmos bem, vemos um jacaré a olhar para nós por entre as folhas dos nenúfares.
    Se olharmos de uma forma apressada, vemos 4 belas flores de nenúfar a dançar kizomba (ou será kuduro?).
    Se olharmos com um olho fechado e o outro aberto, dependendo dos problemas oftalmológicos que possamos ter no olho em causa, podemos ver discos voadores verdes a pairar sobre a água.
    Se não olharmos, não vemos nada.

    Ok... Já sei...Vou tomar os comprimidos e ficar sossegadinho no meu canto.
    Mas isto tudo é efeito da pré-ausência de S. João, já que está a chover e acho que já não vou dar marretadas em ninguém...
    :-(

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    1. Não vejo o jacaré, deve ter sido engolido pelo sapo... que o Remus não viu...
      Ou apanhou um disco voador verde, e foi dançar kizomba, para outro planeta.
      Há que acertar a dose dos comprimidos...
      Veio a chuva estragar a festa... mas sempre dá para ir espreitar o fogo de artifício, com certeza.
      Bjs
      Ana

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  4. excelente post, perfeita sintonia entre texto e foto. Muito bom. Bjs

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    1. Obrigada, Zekarlos, pela visita, apoio e incentivo de sempre.
      Bjs
      Ana

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  5. ah! bonitos detalhes, cores e reflexos!!!

    temos de saber equilibrar a vida a superfície, onde a vida é mais rápida e cheia de aventura e paixões; e a vida na profundidade onde é mais resguardada, calma e onde podemos recuperar, amar e crescer!!!

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    1. Nem mais, Paulo!
      Assim se saiba, ou queira, encontrar o tal ponto de equilíbrio...
      Obrigada pelas considerações em relação à foto, e pela visita.
      Um abraço
      Ana

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  6. Agradecida pela visita... apareça sempre que puder ou sentir vontade.

    Te deixo um beijo de amizade e um parabéns pela bela postagem de hoje.

    Felicidades!

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    1. Nada para agradecer, Teca!
      Eu é que tenho a agradecer, algumas partilhas e recomendações de posts nossos, que a Teca vem fazendo há algum tempo, sem que eu tivesse retribuído, ainda, da forma mais adequada.
      Para rectificar... daqui para a frente...
      Um beijo grande
      Ana

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  7. Olá Ana Freire!
    Grato pela visita ao Olhar d'Ouro Photography!
    Gostei de conhecer o vosso blog!
    Já estou nos seguidores e farei questão de o colocar prontamente nos favoritos no blog!

    Abraço,

    Rui

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    1. Obrigada eu, Rui, pela imediata inclusão na sua lista...
      Tentaremos estar à altura, e continuar a ser merecedores da sua preferência.
      Em breve nos tornaremos seguidores, por estes dias... e como é evidente, continuaremos a acompanhar o seu excelente trabalho.
      Um abraço
      Ana

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  8. É verdade mAna. Às vezes na correria do dia a dia deixamos escapar belas imagens, sons e outras coisas mais que a natureza nos proporciona, o que poderia mudar nosso estado de espírito daquele momento.
    Bjos

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    1. Pois é, Jéff!
      Quantas coisas, na correria diária, nos passam ao lado, sem que tenhamos tempo de as aprofundar, como desejaríamos... Lá está... muitas vezes andamos profundamente envolvidos... mas um pouco à superfície... do nosso próprio mundo.
      Beijos, maninho.
      Ana

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